Não te canses de amar...Pequenas Estrelas tempestam o Cèu, fragmentos de Diamantes iluminam o caminho de meus pensamentos ,sonho a realidade vivendo um Sonho, è o segredo para sentir-te parte de mim, de sentir-te junto sem conhecer a distancia que nos separa mas sim o Tempo... O nosso Tempo....que nos acaricia o Coração com a força dos Sentimentos com momentos de Amizade e Amor...!!
sábado, 4 de dezembro de 2010
ACORDA..!!
"Os olhos beberam-se cheios de sede,
como se fosse possível morarem no fundo do brilho da íris...
As bocas calaram-se,
mas ardiam,
num silencio que diz tudo em gestos...
Onde as palavras são adornos supérfluos,
como colares ou sete escravas de latão,
sem valor chamando a atenção como chocalhos provocantes...
As línguas tocaram-se,
saciando a urgência dos lábios sugados e violentados,
em desejos de beijos sucessivos e lascivos...
As pernas flectiam-se insinuantes,
enquanto a mão as separava ao centro,
as nossas mãos sabem amar-nos como ninguém...
A mão invejou aquele amor solitário,
(quase celibatário, até...)
e os dedos de ambos confundiram-se em carícias e consolos desgarrando prazer à vez...
A rigidez que se adivinhava,
quase doía,
corrompendo a roupa,
os seios dela apontavam o céu da boca dele, pedindo atenção,
enquanto as pernas se tornavam braços,
em abraços de cintura, galgando altura...
As mãos perdiam-se entre explorações de pele,
mas os dedos pareciam ter mel que apetecia lamber,
o prazer tem vários sabores...
Os sons ecoavam como paletas de cores,
ora suaves, ora intensos,
nos toques dedilhados como gaitas de foles...
Os corpos perdidos, em gemidos ritmados, confundiam-se e consumiam-se...
Nessa hora, não existe mundo lá fora...
Apenas, momento, sentimento e aurora...
Mas o mundo lá fora existe e o amor desiste...
amor, estavas a sonhar...
Acorda amor, chegou a tua hora, tens de acordar!..."
Fábula das feras...
"Noite quente... Luar cheio e sereno.
Apresenta-se ao horizonte soberbo.
Ouve-se duas feras ranger os dentes.
Som temeroso, selvagem e sedento.
Uma se avista ao alto da montanha,
Brilho de pele e olhos de cor negra,
Mostra-se ser caçadora... A pantera.
Fica imóvel, à espreita de sua presa...
Outra se sabe, que na clareira abaixo, encontra-se.
Movimentos do caminhar, encantam o astuto felino.
Em tons de amarelo, que circulam as negras manchas.
Avista-se na suavidade da claridade, o leopardo.
A Pantera fareja, avança se precipita e salta.
A frente esbarra ao toque do gélido focinho.
Distrai-se e é abocanhada ao pescoço, sem piedade.
O sangue escorre rubro... A lambuzar sua língua.
O duelo iniciou em ritmo intenso e desenfreado.
Enfrentam-se e enroscam-se os felinos, ao relento.
Expõem o leopardo, suas presas longas e afiadas.
Visualiza a fera negra, ensanguentada e dilacerada.
A fera da cor negra, estremece e se altera.
Com a mordida audaciosa, imóvel se apresenta.
Delira na vasta mata, de um universo transitório.
Finge-se para dar o bote... Vencida e dominada.
E quando a fera dos tons amarelos e negros,
Acredita que a negra pantera, foi vencida...
Reage e revida, rolando quase ao infinito precipício.
Usa de suas garras, com sabedoria e afinco.
A ferida encontra-se, na pele adormecida.
Revidando assim em outra suculenta mordida
Extasiando o leopardo, que por fim sentiu-se atraído.
As feras transformaram a mordida, em um beijo erotizado.
Recheados da essência viva, do rubro sangue,
Os felinos jogaram-se precipício abaixo...
Afundando levemente, num rio de águas quentes.
Onde a fêmea devorava o seu macho...
Molhados pelo cio e pelas águas cristalinas,
Suas línguas se cruzavam, seus pelos se fundiam.
Rugiam, ecoando pela paisagem bucólica.
Aquela rubra paixão se enternecia.
Nadaram então às margens daquele rio,
Onde enfurecidos fitavam os olhos, um do outro.
Precisavam dos toques assasses e bravios,
Almejavam seus desejos mais saborosos...
O leopardo num pulo intrépido,
Abocanhou agora o pescoço de sua fêmea.
Lambuzando-a todo famélico;
Inundando-a num fogo que incendeia...
Aquelas peles macias, plumosas amareladas,
Confundiam-se com a pantera em negridão.
E por trás de sua fêmea encantada,
O leopardo copulou até sua exaustão...
Os rugidos selvagens da pantera,
Eram ouvidos por toda a floresta;
Sacudindo as estruturas daquela era.
Até os lupinos apreciavam tal festa.
As garras amareladas do felino,
Rasgavam o lombo da pantera.
Ela mostrava suas presas em desatino
Desejando seu amor... Sua fera.
Nessa cópula animalesca de puro cio.
O gozo abrandava as nuvens alvas,
Fazendo-se uma tempestade no céu anil.
Agraciando tais seres dessa fábula!..."
Teus Olhos...
"São assim os teus olhos.
Sedutores,
flores de um jardim
nas sete cores do arco-íris.
Harmoniosos,
generosos como o fogo dos céus
embalam o pôr-do-sol no meu olhar.
Calmos
como as primeiras estrelas
do cair da noite.
Meigos
como o sol a nascer
no horizonte do mar.
Assim é o teu olhar.
Como se um sonho
me tocasse o pensamento
com sensações de que o chão foge.
O brilho dos teus olhos,
faz-me sentir ser os remos
de uma canoa feita de luar.
Faz-me sentir o tempo
como seda pura num lago,
onde tudo parece eternidade.
São belíssimos os teus olhos.
Divinais.
São como canaviais
ao vento na viagem do rio,
proveniente de fontes límpidas.
São arraiais
a desaguar no reino dos oceanos,
onde os teus olhos regem as marés.
Os teus olhos,
são incensos a arder
com aromas de amor.
Aos meus olhos,
serenam a saudade
com brilhos de cetim no meu peito.
À minha alma são ternura
que me tira peso ao corpo.
Ao meu corpo,
teus olhos são o infinito do mar.
À minha voz,
são canções de alva e maresia
que desabrocham em mim a Primavera.
São assim os teus olhos.
Doces qual perfume
me inebria os sentidos.
Assim é o teu olhar.
Sentimento de paixão
qual luz me encha de imortalidade.
Emoção
e desejo qual cumplicidade
com ecos da vida que unem os amantes.
Assim são os teus olhos ao ver-te!..."
Lord of Darkness
Desejo em Noite de Lua Cheia...
Noite de lua cheia...
O mar está calmo
Areia fria
Deitamo-nos
Olhamos o céu
Mãos dadas
Dez dedos de carícias
Sonhamos a dois
Em voz alta
Aproximamos os corpos
Cruzamos os olhares
Demorados e profundos
Os lábios que se roçam
Humedecendo lentamente
As línguas que se tocam
Beijos intensos
Sentimos a brisa do desejo
E as rochas ali bem perto!...
Lord of Darkness
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
OUSAR..!!
Ousar... sinto dor em minha alma... ela, que ouve no silencio de uma sinfonia... Serei eu a saudade da tua poesia... ouso pensar que sim... Sem controlar esta ansiedade... Hoje, não sufoco meu pensar... Não deixarei de ousar dizer... Que sou eu, nos teus desejos... Que anseias o meu ser... Estas presente dias e noites em meu pensamento... Por vezes sinto que é ilusão minha... Vem... Acalma meu sofrimento.. Olho o céu sinto o gosto a sal... Sabor das lágrimas de não te poder amar... Imagino tua boca... Fico louca por te beijar... Teu sorriso iluminante, olhar de matreiro... és inconfundível por ser tão verdadeiro... Sinto teu perfume num imprevisto... Tua silhueta se forma e não resisto... Meu corpo que reclama pelo teu... Só em minha imaginação... Sinto o acelerar de meu coração, não é ilusão... Desejo nunca acordar deste belo sentir... Tento improvisar... Não consigo este amor reprimir... Desejo contigo bailar na eternidade do meu querer... Tua poesia me chama e reclama... Ousa dizer. Que sou a razão do teu escrever...!!Dalia Leite
.♥..ღ..αṃoя em Segяedo ..ღ..♥..
.♥..ღ..αṃoя em Segяedo ..ღ..♥..
Encontrar o amor.......
Vou abrir o coração
e deixar o sol entrar.
Vou abrir os olhos e então
vou deixar-me iluminar
Vou desfiar poemas
todos cheios de estrelas,
pois as nuvens soprando os temas
do céu me acenam p'ra vê-las
Vou abrir um sorriso
para todo mundo ver,
vou esquecer onde piso
para a alma desprender
Vou abrir a boca e cantar
junto com pássaros da manhã,
foi fechar olhos e sonhar
com o calor do seu afã
Vou colher canções no vento
como apanhar borboletas,
vou te encontrar nos momentos
de rosas, jasmim, violetas
Vou temperar de sabores,
vou esquecer tanta dor...
vou colorir novas cores,
vou entregar-me ao amor
.♥..ღ..αṃoя em Segяedo ..ღ..♥..
AMIZADE
Sem dúvida alguma, amizade é o sentimento que devemos cultivar com mais cuidado e dedicação em nossa vida. Descobrimos nossa verdadeira alma pelas amizades que conseguimos conquistar, e, mais importante ainda, que conseguimos manter ao longo de nossa vida.
Se somos capazes de fazer e manter boas amizades, forçosamente é porque temos algo de bom em nossa alma, pois as amizades são conquistadas com atitudes, com palavras de apoio e carinho quando necessário for. Mas tais atitudes devem expressar sinceridade. Com amigos, devemos usar e abusar da sinceridade, sempre sendo coerentes em nossas acções, nunca esquecendo de que, em caso de justificar-se uma reprimenda, devemos ter presente que nossa obrigação de amigos, será apontar as falhas de conduta de nossas amizades.
Aqui cabe um pensamento muito interessante de um jovem de quem ainda ouviremos falar. Gravem esse nome. É um tal de Confúcio...
Se você quiser um ano de prosperidade, cultive grãos.
Se você quiser dez anos de prosperidade, cultive árvores.
Se você quiser cem anos de prosperidade, cultive pessoas. (Confúcio)
Sem dúvida alguma, nosso amigo está coberto de razão. Conseguindo cultivar pessoas teremos sempre muita prosperidade. Se não for financeira, será espiritual. Sempre fará bem para nosso espírito saber que temos capacidade para conquistar e desenvolver amizades.
Contudo, sempre existe a possibilidade de deixarmos escapar algumas boas amizades, por razões alheias à nossa vontade.
Por exemplo, quantas vezes amigos se afastam por questões mal explicadas. Alguma atitude inconveniente, talvez. Ou algum mal entendido. Sabe-se lá porque. Claro que o sentimento de amizade nesse caso, não estava bem sedimentado. Não era, digamos, uma real amizade, mas algo ditado por alguma conveniência de uma das partes, ou de ambas.
Por vezes é unilateral. Sentimos essa espécie de carinho de amigo por alguém, que não nos dá o retorno. Paciência, mas jamais devemos considerar como motivo para deixar o sentimento morrer em nosso interior. Não custa nada permanecer como amigo. Quem sabe um dia uma luz iluminará essa cabecinha renitente.
Há que se notar que uma real amizade cria raízes, e na verdade, depende do tempo ou mesmo da convivência.
É ditada pelas afinidades. Surge por vezes inexplicavelmente. As afinidades são descobertas, e por causa delas o sentimento cresce, unindo pessoas que nem sempre se conhecem fisicamente, e tais amizades vão se fortalecendo, muitas vezes justamente por não haver esse contacto mais estreito. São mantidas no terreno de amizade, que é um sentimento puro. De repente ficamos amigos. Por que? Ora, porque...
Algumas vezes podem ser confundidos com amor,o que por vezes atrapalha o relacionamento.
Amizade não requer exclusividade, enquanto o amor é bem mais exclusivista. Podemos dividir nossas amizades com outras pessoas, enquanto que, nosso amor, queremos apenas para nós mesmos. Amizades, podemos e devemos ter muitas, enquanto que o amor exige exclusividade. Devemos apenas ser selectivos. Aliás, como a amizade é ditada pelas afinidades entre as pessoas, já é naturalmente selectiva.
Claro que sempre é necessário algum contacto, mesmo que extemporâneo para sua manutenção, para que não acabe caindo no esquecimento.
É com essa finalidade, para sempre procurar manter as amizades conquistada.
..♥..ღ..αṃoя em Segяedo ..ღ..♥..
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